[...] a procura, a procura do vento. Porque a minha vontade tem o tamanho de uma lei da terra. Porque a minha força determina a passagem do tempo. Eu quero. Eu sou capaz de lançar um grito para dentro de mim, que arranca árvores pelas raíces, que explode veias em todos os corpos, que trespassa o mundo. Eu sou capaz de correr através desse grito, á sua velocidade, contra tudo o que se lança para deter-me, contra tudo o que se levanta no meu caminho, contra min prôprio. Eu quero. Eu sou capaz de expulsar o sol da minha pele, de vençê-lo mais uma vez e sempre. Porque a minha vontade me regenera, faz-me nascer, renascer. Porque a mina força é inmortal.

"Cemiterio de Pianos". J.L. Peixoto


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